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> Caminho das Índias
> Vídeos 45 - 55

Assista aos vídeos a partir do momento em que Tarso (Bruno Gagliasso) decide se tratar.

 
Vídeo 54 e 55 - Tarso se casa com Tônia, que desiste de viajar para ficar com ele, e Melissa parece aceitar a doença do filho e decide comparecer ao seu show na clínica. A novela Caminho das Índias chega ao fim com um final feliz para o personagem de Bruno Gagliasso e cumpre seu papel social de ter mostrado à sociedade o que é a esquizofrenia, na tentativa de reduzir o estigma que cerca a doença. Parabéns à autora Glória Perez e a todo elenco e equipe de Caminho das Índias.
 
 
 
 
 
 
Vídeo 53 - Melissa começa aceitar e compreender melhor a doença do filho, embora ainda não suporte ouvir o diagnóstico. Diante da possibilidade de casamento do Tarso, argumenta com Ramiro que é possível que o filho tenha uma vida normal, trabalhe e se case, mesmo que com possíveis limitações. O casamento na esquizofrenia é sempre um assunto polêmico e que divide opiniões, porém se esta possibilidade existe, como no caso de Tarso, que encontrou uma pessoa que o ama e compreende, o casamento não deve ser impedido ou desencorajado. É preciso que o paciente tenha a oportunidade de viver uma vida normal como as outras pessoas e que os desafios sirvam de estímulo e sejam incorporados no processo de reabilitação e recuperação.
 
 
 
 
Vídeo 52 – Tarso não consegue se acalmar diante do sequestro que aconteceu em frente à sua casa e se recusa a tomar os medicamentos. A família decide chamar o psiquiatra. O médico conversa com Tarso e facilmente consegue fazer com que ele aceite a medicação. A relação de confiança estabelecida com o psiquiatra facilita muito a adesão ao tratamento. A forma de abordar o assunto, valorizando a opinião do paciente e sabendo ouví-lo, respeitando a sua opinião, é fundamental para o estabelecimento desta confiança. Sem concordar diretamente, o psiquiatra chama a atenção do paciente para seu nervosismo, apontando desvantagens de seu comportamento. Dr. Castanho alerta também para o fato de que nem tudo o que o paciente diz ou acredita deve ser tomado como delírio e que ele não deve ser desacreditado pela família, que deveria ser capaz de escutá-lo mais e de distinguir o delírio da realidade.
 
 
 
 
Vídeo 51 – Melissa resolve se abrir com Tônia e falar de sua dificuldade em aceitar a doença de Tarso, por acreditar que o diagnóstico por si só já seja uma condenação. Em parte ela tem razão. Estudos demonstram que o estigma social é um dos principais fatores para a sobrecarga familiar e que contribui para a maior dificuldade da família em lidar com a esquizofrenia. Porém, o tratamento é a única forma de superar os obstáculos. A esquizofrenia traz uma nova realidade para o paciente e sua família, é verdade, mas de maneira alguma encerra o futuro e as perspectivas da pessoa. Este é o desafio que se coloca diante de todos.
 
 
 
 
Vídeo 50 - Tarso volta a ter ilusões visuais e a ficar agitado e agressivo pelos delírios, forçando o pai a deixá-lo sair de casa. Melissa ameaça responsabilizar Ramiro caso algo de ruim aconteça a Tarso e Ramiro se irrita diante da atitude da mãe continuar negando a doença. Melissa se lembra da conversa com Tônia, em que a namorada do filho a acusou de tratá-lo como um troféu. Parece que Melissa começa a ceder e tentar se aproximar mais da realidade do filho. A família precisa unir forças e compreender a doença para ajudar o paciente a se recuperar. Tarso ainda não conseguiu seguir um tratamento regular e a família tem um papel crucial nisso.
 
 
 
 
Vídeo 49 – Tônia tenta estimular Tarso a seguir o tratamento, mostrando como ele fica bem quando está tomando os medicamentos. Ele pede a ela que não desista do romance. É importante que o paciente tenha um feedback de seu estado de bem-estar e que amigos e familiares o estimulem a prosseguir em sua recuperação, sem abrir mão da estabilidade e da prevenção de recaídas. É neste momento que pessoas próximas e a equipe terapêutica devem aproveitar a receptividade para trabalhar a consciência da doença e do tratamento.
 
 
 
 
Vídeo 48 – Tarso decide interromper o tratamento pouco tempo depois de constatada uma melhora e se recusa a voltar a tomar remédios. O abandono do tratamento é muito comum no início do processo de recuperação da esquizofrenia. Aliada à falta de crítica e noção de doença, o paciente pode perceber a melhora inicial como cura ou sinal de que os sintomas da crise não retornarão. O problema é que a interrupção precoce do tratamento faz com que os sintomas psicóticos retornem com força e rapidamente, sem chances para que a pessoa possa percebê-los a tempo de prevenir uma nova crise. O resultado é uma recaída, muitas vezes pior do que o surto inicial. A família deve reconduzir o paciente ao tratamento, tentando convencê-lo de sua importância e mantendo sempre contato com o médico, que poderá orientá-la melhor a como agir nessas situações.
 
 
 
 
Vídeo 47 - Tarso está fazendo o tratamento na clínica do Dr. Castanho e participa do desfile da Dasdoida, confecção de roupas por pacientes psiquiátricos. Dr. Castanho fala da importância da arte e de outras formas de expressão para a inclusão social dos pacientes. A recuperação da esquizofrenia é possível desde o momento em que se inicia o tratamento. Ela é um processo através do qual a pessoa torna-se capaz de viver, trabalhar, aprender e participar plenamente em sua comunidade. Para alguns a recuperação é a capacidade de viver uma vida produtiva, apesar de sua doença. Para outros implica na redução ou remissão dos sintomas. Em todas as formas de recuperação, ter esperança é um ingrediente fundamental.
 
 
 
 
Vídeo 46 - Dr. Castanho explica que a maioria dos pacientes com esquizofrenia não são violentos e que o ato de Tarso partiu de seus delírios e de um instinto (impulso) guiado por suas crenças e que não pode ser freado pela falta de juízo crítico e de tratamento. Na cena seguinte, Tarso demonstra dificuldade para falar de seus delírios. A lembrança das crenças pode mobilizar sentimentos angustiantes e é preciso respeitar quando o paciente não quiser falar. Algumas formas de terapia que exploram o delírio através de pinturas, textos ou outras formas de expressão podem não ser interessantes no início do tratamento, quando ainda não se tem o efeito benéfico dos medicamentos. Depois, é mais factível que o paciente possa relativizar e ter crítica sobre algumas de suas fantasias.
 
 
 
 
Vídeo 45 – Tarso decide procurar Dr. Castanho para se internar. Ele tem medo de voltar para casa e de seus pais o impedirem de se tratar. O médico explica que, diante de seu desejo de fazer o tratamento, dificilmente a família se tornará um empecilho. Esta situação é incomum na esquizofrenia, pois a maioria dos pacientes é levada ao médico a contragosto pela família e só depois, com a melhora progressiva, tomam consciência da doença. Contudo, é muito importante para a garantia do tratamento a longo prazo e para a recuperação da pessoa que ela concorde com o tratamento. No caso de Tarso, o tratamento foi protelado demais por conta da negação da doença por parte da família e pela falta de suporte dos demais familiares (irmã e avô), que não souberam impor esta necessidade. O quadro evoluiu a tal ponto que o próprio paciente recorreu ao tratamento. Isto raramente acontece e os riscos de se aguardar sua voluntariedade são muitos, como neste caso, em que o paciente chegou a um ponto extremo de agressão. O atraso na procura pelo tratamento também agrava as possibilidades de recuperação da pessoa.
 
 
 
 
Assista aos vídeos 19 – 44 e veja como a doença evoluiu e como a família reagiu negando a doença.
 
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Vídeos 19 - 44
 
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