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Assista aos vídeos da novela após o primeiro surto de Tarso (Bruno Gagliasso), a negação da família e a dificuldade em iniciar um tratamento.

Vídeo 44 – Tarso atira em Murilo, acreditando que ele esteja impedindo o Dr. Lucas de retirar o chip de seu corpo, o que pode fazer com que ele se desintegre e seja substituído por um clone mecânico. O delírio de Tarso foi pouco a pouco ganhando substância e tornando seu comportamento mais perigoso pela falta do tratamento. Situações como essa são raras na esquizofrenia, mas podem acontecer se não houver um tratamento que elimine os delírios e as alucinações. Na cena Tarso escuta vozes que ordenam o disparo, o que certamente foi decisivo para que ele atirasse. A falta do tratamento deixa o paciente à deriva e obediente aos seus delírios, sem qualquer capacidade de autocrítica e juízo da realidade. O mais comum é que nesses momentos o paciente se torne violento contra si próprio, ferindo-se ou mesmo tentando o suicídio. A família deve estar atenta e buscar o tratamento antes que situações extremas como esta eclodam.
 
 
 
 
Vídeo 43 – Tarso procura Dr. Lucas, cirurgião pediátrico, e solicita que ele retire um chip implantado em seu pescoço. Diante da incompreensão do médico, Tarso se exalta e ameaça-o com um extintor, partindo depois para agredi-lo, até ser contido pelos enfermeiros. A crença de chip implantados no corpo para monitorar e comandar pensamentos ou atitudes é relativamente freqüente na esquizofrenia e provoca intensa angústia. Há casos em que pacientes tentam “retirá-los” por meios próprios com uso de algum objeto cortante, ferindo-se. A falta de tratamento faz com que o comportamento fique cada vez mais perturbado pelos delírios e alucinações, podendo o paciente se tornar agressivo.
 
 
 
 
Vídeo 42 – Tarso passa a desconfiar de Murilo, acreditando que ele esteja afastando as pessoas dele. Essa desconfiança foi provavelmente provocada pela discussão que tiveram quando Tarso foi procurar Tônia em seu apartamento. Na esquizofrenia os delírios (crenças irreais) podem sofrer mudanças a partir de eventos de vida. É o que chamamos de pseudodelírios ou delírios secundários. Eles servem para dar coesão à trama delirante e aumentar o convencimento do paciente em relação à crença central (p.ex. estar sendo perseguido). Por isso a necessidade da família estar atenta às suas próprias atitudes, evitando confrontos ou estresse que possam piorar o surto.
 
 
 
 
Vídeo 41 – Tarso vai procurar Silvia, mas é despachado por Murilo, que bate a porta na sua cara. Depois sai na rua visivelmente transtornado e ouvindo vozes que o ordenam a voltar e agredir Murilo. Na esquizofrenia o paciente pode ter uma piora dos sintomas psicóticos quando contrariado ou sob estresse, principalmente se não estiver em tratamento. As vozes de comando são muito perturbadoras, o paciente tenta lutar contra elas, mas pode ser vencido, agindo em obediência a elas.
 
 
 
Vídeo 40 – Tarso conversa com seu pai, que se esqueceu da entrega do prêmio do concurso de poesia do qual Tarso foi vencedor. Diz que sente que a família tem vergonha dele, "por ser maluco". Esse sentimento de vergonha é muito comum e decorre da sensação de estar isolado ou ser discriminado dentro de sua própria família. Isso pode levar à baixa auto-estima e depressão, além de agravar o distanciamento. O apoio familiar, incluindo e valorizando a participação do paciente nas atividades de convivência, é fundamental. Na cena seguinte, vemos os obstáculos que os pacientes enfrentam para manter um relacionamento afetivo, principalmente quando não há um tratamento regular e eficaz.
 
 
 
 
Vídeo 39 – Tarso está inseguro, acha que Tônia pode deixá-lo. Ele percebe que as pessoas estão mudando a maneira de se relacionarem com ele. Apesar disso, não aceita a idéia de Tônia, de que precisa se tratar, não reconhecendo estar com problemas. Na esquizofrenia a negação do problema é um dos principais entraves para o tratamento. A consciência de doença pode oscilar, como no caso de Tarso, que já admitiu outras vezes não estar bem. Apesar disso, ele não consegue se organizar para levar um tratamento adiante. Esta é uma característica que mostra o grau de conflito e de desagregação psíquica. Isso fica bem evidente quando Tarso quebra os objetos da casa ao ser contrariado com a saída de Tônia, voltando a ter alucinações.
 
 
 
 
Vídeo 38 - Tônia tenta convencer Tarso de que ele não está sendo perseguido. Visivelmente incomodada com os sintomas do namorado, ela reclama que toda vez que saem, parecem fugir de algo que não existe. Tarso se irrita e acusa Tônia de não confiar nele. O confronto direto, tentando negar ou desconstruir o delírio não é frutífero e pode ofender, distanciar ou gerar desconfiança no paciente. Por isso, a melhor alternativa é ouví-lo, respeitar suas crenças e dizer que, apesar de não ser possível ter as mesmas experiências que ele, está disposto a ajudá-lo a sair deste quadro.
 
 
 
 
Vídeo 37 - Tarso não acredita que Tônia esteja com ele por amor e acha que ela pode desistir do relacionamento pela sua doença. Esse sentimento é muito comum entre aqueles que sofrem de esquizofrenia, muitos temem serem abandonados pelas pessoas de quem gostam e recebem apoio. A razão é o estigma e o preconceito e o receio da pessoa não suportar as pressões que a doença pode trazer para a convivência familiar. A melhor maneira de combater isso é com o tratamento, mantendo-se estabilizado, superando os obstáculos e resolvendo os conflitos, mostrando, assim, que é possível ter uma vida normal apesar da doença.
 
 
 
 
Vídeo 36 - A família tem grande dificuldade de lidar com os sintomas. A esquizofrenia provoca sentimentos e emoções diferentes nos familiares e colocam o paciente na berlinda, muitas vezes culpando-o indevidamente. Deve-se tomar cuidado, pois é comum que uma doença como a esquizofrenia desestruture e tencione as relações familiares. A família é, contudo, fundamental para a recuperação do paciente. Tratar das relações familiares, reduzindo o nível de estresse, é condição sine qua non para prevenir recaídas ou um novo surto da doença.
 
 
 
 
Vídeo 35 - Tarso percebe que sua mãe passou a ter vergonha dele após seu adoecimento e que agora o esconde das amigas. Esta percepção é comum entre pessoas portadoras de esquizofrenia. O preconceito dentro da própria família provoca a exclusão do paciente de eventos sociais, aliado ao medo de que os outros percebam a doença. É comum também que o paciente não seja convidado a participar de reuniões ou das decisões da família, sob o pretexto de que não poderá contribuir ou será submetido inutilmente a preocupações. Isso também gera um sentimento de discriminação e o paciente se sente excluído dentro de seu próprio ambiente.
 
 
 
 
Vídeo 34 - Tarso continua sem tratamento e anda cismado com as pessoas na rua, acreditando que elas estejam olhando para ele, escutando suas conversas e fazendo gestos para sua namorada. Esse sintoma é chamado na esquizofrenia de "delírio de autorreferência" e é acompanhado da sensação de que pessoas estranhas estejam olhando ou falando dele na rua. É um tipo de delírio comum na esquizofrenia e que muitas vezes acompanha o delírio de perseguição. Isto decorre de um erro na percepção e avaliação do meio ao seu redor, como se nada acontecesse por acaso e tudo e todos se referissem a ele de alguma forma. Na cena o psiquiatra aconselha Inês a não bater de frente com os delírios, a estender a mão e apoiá-lo nesses momentos, pois para ele as vivências que tem são reais. É desta forma que a família deve agir, até que o tratamento adequado melhore os sintomas e devolva à pessoa seu julgamento crítico e a percepção da realidade.
 
 
 
 
 
Vídeo 33 - Tarso parou os medicamentos depois que sua mãe os jogou no lixo. O resultado foi a recaída, voltando a ouvir vozes e a ter visões, como nesta cena em que se olha no espelho e vê a metade de seu rosto pálido, com os cabelos brancos e chorando. Esta alucinação é representativa da cisão da personalidade que ocorre na esquizofrenia, em que a pessoa se sente dividida, como se uma metade não correspondesse mais a si própria, como se ela não mais fosse capaz de comandá-la. Esta cisão é a razão para a desorganização mental, para os delírios e as alucinações que ocorrem na doença. Como na vida real, a recaída, quando se interrompe o tratamento por conta própria, é pior do que o primeiro surto.
 
 
 
 
Vídeo 32 – Tarso descobre que os medicamentos foram roubados e acha que pode ter sido algum de seus perseguidores que entrou em seu quarto. Decide, então, parar o tratamento, justificando estar bem. É muito comum o paciente querer interromper os medicamentos nos primeiros dias, logo que sente as primeiras melhoras, como o desaparecimento das alucinações, no caso de Tarso. Como ele não tem ainda condições de avaliação crítica de seu estado e de sua doença, deveria contar com a família para sustentar o tratamento. A interrupção precoce dos medicamentos precipita uma nova crise, que pode ser ainda pior do que a primeira. O tratamento da esquizofrenia precisa ser mantido por no mínimo um ano, ainda que os sintomas tenham desaparecido.
 
 
 
 
Vídeo 31 – Sr. Cadore conversa com Tônia sobre Tarso e lamenta-se de não ter percebido os primeiros sintomas da doença a tempo de evitar um primeiro surto. Tônia não consegue se lembrar de nada errado, mas também não conhecia Tarso muito bem. A sensação de que algo já não vinha bem há algum tempo é muito comum na família, mas somente fica evidente após o primeiro surto, quando ela então se dá conta de todo o processo. Os sintomas iniciais, conhecidos como prodrômicos (que antecede), são facilmente confundidos com males menores, como estresse, crise existencial, coisas naturais da adolescência ou depressão. O ideal seria, diante da dúvida, procurar uma avaliação médica, pois o psiquiatra é capaz de fazer um diagnóstico precoce nesses casos.
 
 
 
 
Vídeo 30 - Tarso começa a fazer o tratamento com Dr. Castanho e Melissa descobre os remédios em seu quarto e os joga fora, acreditando que ele sejam responsáveis pela confusão mental de Tarso. Na primeira cena, Tarso diz ao médico que as vozes melhoraram, mas que continua cismado e achando que tudo está sendo gravado. As alucinações são os primeiros sintomas a melhorarem com a medicação, muitas vezes nas primeiras semanas, mas o delírio, a crença fantasiosa que acompanha as alucinações, demora mais tempo, às vezes meses, para desaparecerem. Na segunda cena, a mãe decide jogar fora os remédios. Por incrível que pareça, esta não é uma atitude rara da parte de familiares, que ainda negando a doença, também não aceitam o tratamento e se opõem fervorosamente à medicação. Na terceira cena, Tônia pergunta se Tarso voltará a ser como antes e Cissa responde que ela precisa estar preparada e consciente dos desafios que terá ao seu lado. É importante que namorados, esposas e maridos conheçam a fundo a doença e saibam lidar da melhor maneira com os conflitos que surgirem, pois serão fundamentais para a recuperação do paciente.
 
 
 
 
Vídeo 29 - Tarso conta para o médico que escuta vozes que vem de fora da sua cabeça e que, além de xingá-lo, ordenam que agrida as pessoas e que se mate. As alucinações de comando são perigosas e devem servir de alerta, pois o paciente pode obedecer a elas e, em geral, isso o coloca em risco. Na maioria dos casos, as vozes ordenam agressões, fuga ou suicídio, por isso a necessidade de tratamento imediato. As medicações antipsicóticas combatem as alucinações em poucos dias, eliminando o risco de comportamentos em obediência às vozes. A família deve conversar com o paciente e perguntar diretamente se escuta vozes e se elas mandam ele fazer algo.
 
 
 
 
Vídeo 28 - Tarso está sentado na janela e não pára de repetir que a piscina de casa está cheia de ratos. Melissa tenta conversar com ele, mas, diante do insucesso, pede que os enfermeiros apliquem uma medicação para ele descansar. A esquizofrenia prejudica também a organização e o encadeamento das idéias e a pessoa pode ficar aprisionada por alguns pensamentos intrusivos e repetitivos, dos quais não consegue se livrar. Este sintoma é chamado de "perseveração" e impede que a pessoa possa se comunicar, prestar atenção a outras coisas ou mesmo pensar e falar algo diferente. Ele não ocorre em todos os casos de esquizofrenia, mas pode acontecer em surtos graves ou na forma desorganizada da doença.
 
 
 
 
Vídeo 27 - Tarso diz para o Dr Castanho que seus pensamentos foram roubados e que sua cabeça está vazia. Ele acha que os enfermeiros roubaram suas idéias. Este sintoma, chamado de "roubo ou subtração do pensamento", é comum na esquizofrenia paranóide e representa a perda dos limites entre o EU e o MUNDO exterior. O paciente passa acreditar que os limites de seu psiquismo estão corrompidos e que outras pessoas podem saber o que está pensando ou simplesmente subtrair seus próprios pensamentos. Isso gera muita angústia e uma sensação de desintegração de sua própria mente. Na cena seguinte, Ademir reclama com Dr Castanho do comportamento da mãe e diz que ela "provoca" seus surtos. A família pode precipitar uma recaída se não souber lidar com a doença de forma tranquila e compreensiva, sabendo ceder nos momentos certos e cobrar naqueles em que não é possível se furtar de suas obrigações.
 
 
 
 
Vídeo 26 - Diante do agravamento das alucinações de Tarso, Ramiro e Melissa decidem chamar um psiquiatra, que recomenda sua internação na clínica. Entretanto, Melissa mostra-se contrária e pede que o filho seja assistido em casa por uma equipe especializada. A internação psiquiátrica é um dos momentos mais difíceis para a família e o paciente que sofre de esquizofrenia. Ela pode ser necessária para garantir um início de tratamento e para proteger o paciente de riscos que correria pelos sintomas agudos da doença. Felizmente ela é cada vez menos necessária, graças aos tratamentos eficazes que existem hoje para a esquizofrenia. Em caso de internação, ela deve demorar o mínimo necessário, até que se reestabeleçam as condições mínimas para um tratamento ambulatorial. A família deve explicar ao paciente suas motivações e reassegurá-lo de que não estará só e poderá contar com seu total apoio.
 
 
 
 
Vídeo 25 - Tarso sai da casa dos pais e volta para o apartamento onde mora com Tônia, acreditando que esse seja um ambiente mais acolhedor e onde se sente protegido das vozes que escuta. Porém, ele vê o teto se abrir e um gato preto sair de dentro e mergulhar em sua cama. Sentindo-se ameaçado, corre para a casa dos pais. A alucinação é equivalente a uma percepção real, a pessoa não tem dúvidas de sua realidade e, por isso, ela causa medo e é capaz de dominar o psiquismo. Tarso vem apresentando alucinações e delírios recorrentes e em gravidade crescente, por ainda estar em surto, uma vez que não é levado a um tratamento. Na esquizofrenia, o surto toma propensões cada vez maiores se não tratado, deixando a pessoa aprisionada pelos fenômenos psíquicos que invadem e dominam sua consciência.
 
 
 
 
Vídeo 24 - Tarso fala com Dr Castanho que está com seus pensamentos confusos, com dificuldade de discernir entre a fantasia e a realidade, e atribui à casa dos pais a responsabilidade por tudo que lhe tem acontecido recentemente. O médico alerta que as vozes irão junto com ele para onde for e que já teve alucinações na rua, portanto, longe de casa. Ele reforça a necessidade de tratamento. A cena é um bom exemplo de como se deve agir na hora de sugerir um tratamento, sem a necessidade de confronto com o paciente. Deve-se manter a calma, a voz em tom ameno e escutar o que o paciente tem para falar. A atitude de querer fugir do lugar em que se sente pressionado e onde o clima não é favorável é comum entre pacientes que sofrem de esquizofrenia. Um ambiente hostil ou sobrecarregado deixa a pessoa mais vulnerável aos sintomas da doença. Não é por acaso que Tarso tem a impressão da casa ser responsável por seu sofrimento.
 
 
 
 
Vídeo 23 - Melissa não aceita levar Tarso a um psiquiatra, prefere levá-lo a um clínico geral. Depois da consulta, critica o médico por ter indicado tratamento psiquiátrico. Ela prefere considerar a hipótese de algo espiritual do que enfrentar a doença do filho. Esse processo de negação, defesa inconsciente a que todos estão sujeitos nesta situação, altera a capacidade de julgamento e orientação diante do problema, provocando um entrave para o tratamento do paciente. É comum, não só na esquizofrenia, como em outros transtornos mentais, a família protelar a procura pelo psiquiatra, levando o paciente a clínicos ou neurologistas. É preciso, neste momento, estar mais flexível a outras opiniões e superar a negação para readquirir o bom senso e tomar a decisão mais acertada.
 
 
 
 
Vídeo 22 - Ramiro e Melissa discutem pela doença de Tarso. Ela não aceita o diagnóstico do Dr Castanho e culpa Ramiro, acreditando que ter apoiado Tarso a morar sozinho tenha desencadeado tudo. Já Ramiro a acusa de tê-lo mimado muito. Ambos negam a doença, apesar do nítido sofrimento que passam. A atitude de negação é uma defesa inconsciente de quem não consegue encarar a doença como ela é. A atitude de culpar o outro ou de se culpar também é frequente entre familiares de portadores de esquizofrenia. Esses sentimentos não contribuem, pelo contrário, afastam ainda mais do objetivo comum que deveria ser tratar e dar suporte a quem sofre da doença.
 
 
 
 
Vídeo 21 – Dr. Castanho e Sr. Cadore conversam com Ramiro sobre Tarso. O médico diz que ele está tendo delírios paranóicos e que é necessário buscar um tratamento urgente para o caso, mas Ramiro reluta em aceitar esta possibilidade. Ele prefere assumir os riscos de não tratar o filho do que admitir que ele esteja em surto. Este é um risco a que muitas famílias se sujeitam numa primeira crise e que pode agravar a doença e predispor o paciente a crises mais fortes.
 
 
 
 
Vídeo 20 - Sr Cadore descobre que Tarso está internado em uma clínica psiquiátrica e vai visitá-lo com Dr Castanho. Tarso conta para o médico que está sendo perseguido, que tudo que fala está sendo gravado para publicarem depois em sua mente. Justifica ser em decorrência das vozes que escuta, mas que não consegue ver seus perseguidores, pois eles se escondem. Tarso apresenta um delírio de perseguição, tipo mais comum na esquizofrenia, e outro de influência, pois acredita que pessoas estranhas possam interferir com sua mente, com seus pensamentos. Este último delírio revela uma perda dos limites entre seu EU e o mundo ao seu redor, fazendo-o acreditar que realmente seja possível forças externas interferirem com questões tão íntimas e sobre as quais deveria exercer total controle. Esta alteração, também comum na esquizofrenia, é chamada de "alteração da consciência do eu" e é um dos fenômenos psíquicos que mais desagrega a pessoa e mais assusta a família. As vozes que escuta podem tê-lo influenciado a pensar desta forma, mas é importante frisar que o delírio é um fenômeno independente e que pode acontecer mesmo sem alucinações que o justifiquem.
 
 
 
 
Vídeo 19 - Ramiro e Melissa querem esconder de todos que Tarso teve um surto e está internado em um hospital psiquiátrico. Ramiro prefere acreditar que tenha sido efeito de alguma droga, que algum amigo ofereceu a ele, do que enxergar que o filho adoeceu e precisa de tratamento. A vergonha, o preconceito e o medo em relação a um possível distúrbio mental provocam uma negação inicial da doença na família. É necessário superar esta fase para compreender o que de fato está acontecendo e para tomar medidas compatíveis que ajudem e não encubram ou dificultem o tratamento e a recuperação do paciente.
 
 
Assista aos vídeos 1 a 18 e veja como foi o início da doença de Tarso (Bruno Gagliasso) e como ela evoluiu até o primeiro surto. 
 
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