Os vídeos abaixo mostram o início da doença de Tarso (Bruno Gagliasso) e como ela evoluiu até o primeiro surto.
Vídeo 18 – Tarso chega a uma praça, visivelmente perturbado, e agride as pessoas a pedradas por acreditar que as vozes que escuta sejam delas falando dele. Ele é imobilizado pela equipe do SAMU e levado ao hospital. O vídeo ilustra bem como um surto psicótico pode ser grave se não tomadas as medidas preventivas adequadas. Tarso não está bem há algum tempo e sua família não conseguiu tomar nenhuma atitude que garantisse um tratamento. Sentindo-se pressionado pelo pai, que exige dele o trabalho na empresa, Tarso, que já estava num estado de vulnerabilidade grande, não suportou a pressão e teve um surto mais grave. É importante frisar que este não é o desfecho mais comum na esquizofrenia, embora possa acontecer se a procura por um tratamento for protelada. A reação agressiva de Tarso é fruto das perturbações de sua mente, ele acredita que as pessoas estejam falando ou tramando contra ele. Ela deve ser encarada como uma atitude de defesa de alguém que perdeu a capacidade de julgar a realidade. A conduta da equipe de saúde foi correta ao contê-lo e levá-lo ao hospital para tratamento.
Vídeo 17 - Tarso sente-se pressionado pelo pai, que o força a trabalhar na empresa para alcançar sua independência e morar só com Tônia. Mas o rapaz já vem no seu limite e está cada vez mais perturbado. Ele sai do trabalho e começa a andar a esmo, entre os carros, tem alucinações visuais (os carros se desintegram e se transformam em notas musicais) e auditivas (vozes chamando-o de fracassado e frouxo) e começa a perder o controle sobre seu comportamento. Na esquizofrenia, a sobrecarga e o estresse aumentam o grau de desestruturação mental, empurrando a pessoa para uma nova crise ou surto. Mesmo que as alucinações e delírios possam ser bizarros ou fantásticos, a pessoa perde sua capacidade crítica e vivencia tudo com muita realidade.
Vídeo 16 - Tarso explica a Tônia que a agressão ao garoto na rua foi uma atitude de defesa, por se sentir ameaçado por ele. Na cena seguinte, no apartamento, ele se olha no espelho e tem a sensação de seu corpo e a aparência estarem diferentes e indaga a namorada a respeito. A esquizofrenia não está associada à violência e pacientes não são mais agressivos do que as pessoas saudáveis. Alguns comportamentos agressivos podem ocorrer quando o paciente se sente acuado ou vulnerável por alguma percepção ou avaliação deturpada do meio, como, p.ex., quando está se sentindo perseguido. Algumas alterações da percepção do próprio corpo também são comuns no início do transtorno, quando o paciente pode achar que alguma parte do corpo está deformada ou não funciona adequadamente.
Vídeo 15 - Ramiro minimiza os sintomas de Tarso e não acredita que ele esteja ouvindo vozes. Prefere acreditar que isto seja uma reação natural de alguém estressado. A negação da doença é um fenômeno comum no início de um surto esquizofrênico, não só nos pacientes, mas também nos familiares, que relutam muito em aceitar o diagnóstico. Isto retarda a procura de um tratamento, o que pode prejudicar a evolução e o prognóstico do transtorno. Nesta cena, Tarso aparece escutando música com fones de ouvido. Este é um comportamento comum entre pacientes que escutam vozes (alucinação). Eles podem usar fones de ouvido na tentativa de não ouvir mais as vozes. Há casos em que eles usam algodão para vedar o conduto auditivo.
Vídeo 14 - Problema espiritual? Crise existencial? Frescura? Fuga? Encosto? São muitas as hipóteses levantadas por familiares e conhecidos da pessoa que está passando por um primeiro surto esquizofrênico. Como o juízo dela está prejudicado pela doença, a família, amigos, enfim, quem está mais próximo afetivamente deve buscar prontamente uma avaliação médica. Pesquisas mostram que, em alguns casos, a demora em procurar o tratamento adequado pode exceder três anos. Esse é um dos fatores que mais prejudica a evolução da doença a longo prazo. Essas crenças só prejudicam e causam entraves para a procura do psiquiatra.
Vídeo 13 - Tarso volta a ter alucinações, durante o velório de seu tio Raul. Muito tenso, ele escuta a voz insultando-o. Ele tenta pedir ajuda à namorada Tônia, mas ela duvida daquilo que ele diz. Ele, então, se irrita e acusa a namorada de estar de complô com "eles" para prejudicá-lo. Ao sair subitamente do velório, agride um garoto por acreditar que ele o está olhando e falando os impropérios que ouve. Na esquizofrenia, o paciente pode se voltar contra familiares e amigos ao perceber que ninguém está acreditando nele, inclusive pensar que as pessoas estejam má intencionadas ou são aliadas de supostos impostores seus. Ao sair na rua, pode ter a impressão de estar sendo observado. Essas idéias são chamadas de delírio e tem o poder de convencer totalmente o paciente de sua realidade, havendo perda de auto-crítica de sua parte. A agressividade é uma forma de se defender dos perseguidores imaginários.
Vídeo 12 - Alucinações são alterações patológicas da sensopercepção. A pessoa tem a percepção sensorial, mas o objeto percebido é inexistente. Entretanto, a pessoa tem plena convicção da realidade daquilo que sente. No caso, as alucinações de Tarso (as vozes ofensivas que ele escuta) o deixam atordoado e desconfiado de que alguém possa estar dentro de sua casa. Esses sintomas provocam medo e dão a sensação de vulnerabilidade e perigo. Ele abraça o pai num pedido de socorro e apoio, ainda que seu pai tenha sido incompreensivo com ele todo esse tempo. O surto esquizofrênico produz um nível intenso de sofrimento e desestruturação psíquica e o apoio e a proteção da família são essenciais para a recuperação da pessoa.
Vídeo 11 - Tarso está sob muita pressão, tanto da parte do pai, que insiste em sua participação na empresa, quanto da mãe, que é contra seu relacionamento com Tônia. Aliado a uma predisposição biológica, o ambiente familiar carregado que ele vive está contribuindo para seu adoecimento psíquico e Tarso começa a ouvir vozes insultando-o. Na cena seguinte, Ademir explica que as vozes são reais, pois ele as escuta de verdade e não aceita o argumento da mãe, de que são "coisas da sua cabeça". Esse vídeo é um exemplo do poder devastador das alucinações e de como o paciente não é capaz de controlá-las, bem como fica totalmente convencido de sua real existência.
Vídeo 10 - O relacionamento entre Ramiro e Tarso é muito difícil e o pai, por não aceitar as escolhas do filho, o trata de maneira hostil e agressiva, tentando impor suas vontades. Nesta cena, Tarso se desliga da conversa com o pai e fica recordando um momento de prazer com sua namorada. Na esquizofrenia, a hostilidade, além de causar prejuízos para a doença e afastar o paciente do relacionamento familiar, desvia a sua atenção, fazendo com que ele não ouça ou compreenda a informação. É necessário um diálogo pausado e com um tom de voz mais ameno, além de uma atitude de respeito e acolhimento.
Vídeo 9 - Dr Castanho tenta convencer um paciente a tomar os medicamentos, mas ele se recusa, devido a uma alucinação. O médico usa de um artifício que convence o paciente a aceitar os remédios. Depois, explica ao estagiário que a alucinação para o esquizofrênico é como uma percepção real e que é preciso respeitar isso. Na esquizofrenia, durante o surto, não é recomendável contestar a realidade das alucinações que o paciente apresenta. Deve-se respeitar, dizer que se acredita nele, embora não se possa ter a mesma percepção. Com o tratamento e a melhora dos sintomas, haverá maior abertura de sua parte para aceitar as opiniões contrárias.
Vídeo 8 - Tarso não suporta a pressão do pai para que assuma o trabalho na empresa, o que contraria sua vontade de ser músico e estudar arquitetura. O pai, por sua vez, não aceita o jeito do filho e age de maneira hostil, agredindo-o verbalmente. A hostilidade é um atitude comum a alguns pais que não aceitam as diferenças de seus filhos. Ela leva, em geral, ao agravamento do sofrimento e a uma maior desestruturação psíquica em pessoas portadoras da esquizofrenia. O ambiente familiar deve ser o mais harmonioso, respeitoso e colaborativo possível.
Vídeo 7 - A atitude inicial da família é muitas vezes ignorar ou subestimar a importância do problema. A esquizofrenia tem um inicio insidioso, lento e os sintomas nesta fase são inespecíficos, podem ser facilmente confundidos com uma crise passageira, uma insatisfação da pessoa com sua vida. Mas, neste momento, dúvidas e questionamentos profundos veem à tona e a pessoa passa por uma angústia e um vazio sem precedentes. O preconceito em relação à doença mental e ao psiquiatra não devem adiar a iniciativa de buscar uma ajuda, ao menos uma avaliação especializada sobre o quadro atual. Uma primeira crise ou um surto maior poderão ser evitados.
Vídeo 6 - A esquizofrenia é uma doença mental que deixa o indivíduo mais frágil para suportar determinadas pressões da vida. O início na adolescência deve-se, em parte, às pressões do ambiente e à vulnerabilidade da pessoa ao estresse e à sobrecarga (fator psicossocial). Os fatores biológicos e genéticos são o correspondente físico à essa pressão psicológica, sem os quais a doença não ocorre. Portanto, a causa da esquizofrenia possui fatores biológicos e psicossociais em igualdade de importância.
Vídeo 5 - Dr Castanho (Stênio Garcia) explica à mãe de Ademir, que se diz vítima de sua agressividade, que esta atitude se deve à doença e ao delírio, que o deixa acuado. A esquizofrenia não está associada à violência e as pessoas que dela sofrem podem reagir agressivamente por medo e por se sentirem vulneráveis diante dos sintomas (principalmente delírios e alucinações). A maioria, entretanto, não é agressiva. É muito mais frequente o paciente ser vítima de alguma violência.
Vídeo 4 - Ademir conversa com seu psiquiatra, Dr. Castanho, sobre sua dificuldade de conseguir um emprego devido ao preconceito e o médico o alerta sobre a necessidade de continuar com os medicamentos e de lutar para vencer o preconceito.
Vídeo 3 - Ademir é um jovem que sofre de esquizofrenia, doença mental que acomete 1% da população em idade jovem. Ele fica decepcionado por não ser aceito no emprego por ser esquizofrênico e tem uma recaída.
Vídeo 2 - Stênio Garcia fala sobre a esquizofrenia e seu personagem, o psiquiatra Dr. Castanho, na novela Caminho das Índias.
Vídeo 1 - A diretora Glória Perez fala sobre a novela Caminho das Índias, que abordará a esquizofrenia, que ela considera um assunto excluído da sociedade.