Os antidepressivos podem ser necessários para o tratamento de quadros depressivos. A depressão na esquizofrenia é conhecida como “depressão pós-esquizofrênica”, por ocorrer com maior frequência após a fase aguda de psicose. Alguns pacientes podem ter maior consciência de sua doença nesse período, predispondo-os mais. O diagnóstico costuma ser difícil, pois os sintomas depressivos podem ser confundidos com os negativos, mais comuns na doença.
Os pacientes deprimidos apresentam sintomas negativos mais graves, maior desânimo, apatia, isolamento e falta de prazer e iniciativa nas atividades habituais. O sentimento persistente de tristeza é indicativo de depressão e permite a diferenciação com os sintomas negativos. Podem ocorrer sentimentos de culpa, menos-valia, baixa auto-estima e idéias de suicídio.
O antidepressivo pode ser associado ao tratamento nesses quadros. Os antipsicóticos atípicos ou de segunda geração têm efeito antidepressivo pela ação sobre a serotonina, mas isoladamente podem não ser suficientes para o tratamento da depressão.
A classe de antidepressivos mais utilizada é a dos inibidores seletivos de recaptura de serotonina (ISRS), da qual fazem parte fluoxetina, paroxetina, sertralina, citalopram, escitalopram e fluvoxamina. Os efeitos colaterais mais comuns são náuseas, vômitos, diarréia ou constipação, perda de apetite, emagrecimento e boca seca, dentre outros, que podem melhorar ou desaparecer após 1 semana de tratamento.
Existem outros tipos de antidepressivos que podem ser prescritos de acordo com as particularidades de cada caso e seu perfil de ação.
Existe um risco de piora dos sintomas positivos (delírios e alucinações) com o uso dos antidepressivos e familiares precisam estar alertas, caso isso ocorra, para informar ao médico-assistente.