Os tranqüilizantes ou calmantes, principalmente da classe dos benzodiazepínicos, são medicacões para ansiedade (efeito ansiolítico) e para insônia (efeito hipnótico). Eles são vendidos com a receita azul (tipo B) e possuem uma tarja preta na caixa com um aviso do potencial risco de causarem dependência.
Os mais utilizados no Brasil são: diazepam (Valium), bromazepam (Lexotan), clonazepam (Rivotril), alprazolam (Frontal), lorazepam (Lorax), cloxazolam (Olcadil), flunitrazepam (Rohypnol), midazolam (Dormonid) e nitrazepam (Nitrazepol). Existem ainda hipnóticos que não pertencem à mesma classe dos anteriores e que possuem um menor risco de causar dependência. Os mais prescritos são o zolpidem (Stilnox) e o zolpiclone (Imovane), são vendidos com a receita controlada branca e a tarja da caixa é vermelha.
Esses medicamentos podem ser utilizados na esquizofrenia quando ocorre ansiedade importante, com ou sem sintomas psicossomáticos, como taquicardia, falta de ar, tremores, sudorese, inquietação motora, nervosismo e ataques de pânico, ou no tratamento da insônia. Eles não tratam os sintomas positivos ou negativos da esquizofrenia e não possuem ação antipsicótica.
Os principais efeitos colaterais são: sonolência, relaxamento muscular, lentidão dos reflexos e do movimento, alterações da marcha, fala arrastada, desinibição do comportamento, problemas de memória e o potencial de causar dependência física.
O risco de dependência está muitas vezes relacionado ao abuso, quando o paciente aumenta a dose por conta própria. Como ocorre com o tempo uma tolerância do organismo aos efeitos do medicamento, o paciente pode necessitar de uma dose maior para obter o mesmo efeito anterior. Isto não ocorre com os antipsicóticos, que não possuem risco de dependência física e têm eficácia duradoura.