topo_entendendo
Eleições 2010 - Carta aos Candidatos a Presidente
Em Destaque
Artigos
Notícias
Esquizofrenia
O que é?
Quem adoece?
Quais os sintomas?
Qual a causa?
Como tratar?
Qual o remédio?
Outros remédios
O papel da família
Proteger das recaídas
Atividades diárias
Como evolui?
Outros diagnósticos
No serviço público
Previdência Social
Curatela
Direito dos pacientes
Auxílio reabilitação
Planos de saúde
Vídeos e Mídia
+ No cinema
+ Nas artes
Links úteis
 
> Como tratar?
> Eletrochoque

A eletroconvulsoterapia (ECT), popularmente conhecida como eletrochoque, é um tratamento antigo na psiquiatria, que antecede o arsenal farmacológico que hoje temos à disposição para tratar as doenças psiquiátricas. No passado era utilizada indiscriminadamente para vários transtornos, inclusive de forma errada, como medida punitiva para pacientes com mau comportamento. Isso fez com que o ECT fosse cercado de tabus que persistem até hoje. Outros tratamentos polêmicos, como a lobotomia e o choque insulínico já foram banidos da medicina, mas o eletrochoque permanece como uma alternativa de tratamento, inclusive para a esquizofrenia.  

 

No Brasil, o ECT é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. Diferente das práticas antigas, o ECT de hoje só lembra o de antigamente pelo nome. É realizado de maneira criteriosa e com indicações precisas, em circunstâncias muito diferentes, que preservam o paciente e visam exclusivamente sua saúde.

 

Ele é aplicado sob anestesia, com o paciente monitorado clinicamente através de aparelhos que medem seus batimentos cardíacos, pressão arterial e saturação de oxigênio. Em geral são necessários de 6 a 12 sessões, que são realizadas em dias diferentes, geralmente alternados com um a dois dias de repouso. Através do estímulo elétrico, o ECT provoca uma liberação maciça de neurotransmissores no cérebro, o que melhora o quadro mental do paciente após algumas sessões.  Abaixo as principais indicações:

 

1)     Ausência de resposta aos antipsicóticos diante da gravidade do quadro;

2)     Catatonia com riscos à saúde, por inanição, desidratação e outras complicações médicas;

3)     Risco grande de suicídio ou tentativas sucessivas;

4)     Gravidez, quando o quadro é grave e há restrições ao uso de antipsicóticos.

 

O ECT ainda é utilizado nos dias de hoje no mundo inteiro (com exceção de poucos países que o proibiram por questões políticas), por ser um tratamento eficaz e pouco arriscado. O principal efeito colateral é sobre a memória, podendo provocar amnésia durante o período do tratamento, mas com recuperação posteriormente.

 

 
>Tópicos Relacionados
Medicações
Reabilitação
Internação
 
Profissionais, idealizadores e responsáveis por este portal...
Fale conosco, envie-nos sua mensagem...

Participe, relate seu caso, deixe sua opinião...

 

Copyright © 2009 - Todos os direitos reservados
Produzido por: dwd.com.br